Projeto Construcom - Construindo vidas

Para oportunizar o desenvolvimento socioeconômico e a melhoria na qualidade de vida, o Iteva criou o Projeto Construcom, com o objetivo de qualificar pessoas a partir de 60 anos em Edificação e Processos Construtivos Sustentáveis, utilizando o tijolo solo-cimento e inovações técnicas e procedimentais. Contribuindo com os direitos de oportunidade de trabalho, profissionalização.

De acordo com um estudo feito no MIT Sloan School of Management, os dados sugerem que os empreendedores de meia-idade e fundadores de empresas mais bem-sucedidas nos EUA estão acima dos quarenta anos, o que contraria a imagem popular de que são os jovens especialistas em tecnologia é que criam os novos impérios. O desafio depois da qualificação, será incluir essa mão de obra experiente nas cadeias produtivas. Por isso, após o curso, envidaremos esforços direcionados ao empreendedorismo e a organização socioprodutiva desse grupo, seja em microempresas, empreendedorismo individual, cooperativas ou outros.

O curso é totalmente gratuito, com duração de 6 meses. Após o aprendizado, o aluno que quiser poderá abrir seu próprio negócio com apoio da Prefeitura e do Iteva. Concomitante à formação profissional haverá atividades para o fortalecimento de vínculos não só entre os participantes, mas em favor de uma melhor convivência junto às suas famílias e à comunidade.

As atividades que serão realizadas respeitarão as condições físicas, intelectuais e psíquicas, assegurando assim, oportunidades e facilidades para preservação da saúde física e mental e do aperfeiçoamento moral, intelectual e social de idosos, em condições de dignidade e respeito.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017 a população brasileira com mais de 60 anos ultrapassou os 30 milhões. E projeções do IBGE indicam que, em 2060, 58,2 milhões de pessoas terão mais de 65 anos no país. E dados do Ministério da Saúde, o Brasil em 2030, o número de idosos ultrapassará o total de crianças entre zero e 14 anos. Perante esses números, o governo e as organizações da sociedade civil - OSCs precisam pensar políticas públicas que atendam de forma adequada e eficaz essa parcela numerosa da população.

O número de pessoas que ultrapassam a idade de sessenta anos em boas condições físicas e mentais é uma realidade. Muitos aposentados, continuam exercendo atividades para complementar a renda, ou para se manter ativo. Em contrapartida, a maioria tem renda domiciliar per capita de até um salário mínimo e muitos vivem em abrigos. Assim, se faz necessário implementar programas voltados para pessoa idosa, pois envelhecer com dignidade no Brasil, principalmente para as camadas menos abastadas, não é nada fácil, ainda mais na era da tecnologia, que vem alijando a mão de obra desqualificada do mercado de trabalho.

Para este projeto se tornar realidade, o Iteva o apresentou ao Conselho Municipal dos Direitos do Idoso (CMDI) de Eusébio, cidade muito propícia para execução desta proposta, pois em 2017 o município obteve o reconhecimento nacional pela boa aplicação das políticas públicas em prol dos idosos, quando foi escolhido como a melhor cidade de pequeno porte do Estado e a 169º no País, segundo o Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL), estudo feito pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice é baseado em sete variáveis: Indicadores gerais, Cuidados de saúde, Bem-estar, Finanças, Habitação, Educação e Trabalho e Cultura.

Depois de aprovado o projeto no CMDI, o Iteva foi buscar recursos nas empresas, que acreditam na capacidade de trabalho desta faixa etária. E pelas características inovadoras e de impacto do projeto Construcom, obtivemos apoio, via Fundo Municipal dos Direitos do Idoso (FMDI), das seguintes empresas:

A Pesquisa

O Construcom foi idealizado como projeto de pesquisa com o objetivo de analisar métodos construtivos com solos, baseado nos ideais de preservação ambiental e construção sustentável, fundamentado nos modelos construtivos modernos, utilizando técnicas de baixo impacto ambiental, pouco desperdício e agilidade. O Iteva adquiriu os equipamentos necessários para realizar estudos de solo e a produção do tijolo ecológico solo-cimento. Como experimento e resultado final, o instituto testou e aprovou o material, edificando estruturas em sua sede.



Conheça o Tijolo Ecológico Solo-Cimento

O solo tem sido empregado como material de construção há pelo menos dez mil anos, havendo registros de sua aplicação em culturas antigas como a grega e a romana. O tijolo de solo-cimento retorna com forte impacto ao cenário da construção civil como solução para os problemas ambientais decorrentes da queima de tijolos convencionais e do desperdício de material.

Nesse método a casa forma uma cadeia de vetores que permite a inserção das redes elétricas, hidráulicas e de comunicações entre os furos já existentes nos tijolos, os encaixes ampliam a resistência estrutural, o tijolo proporciona conforto térmico e acústico devido a existência dos furos verticais que funcionam como exaustores e também diminui a umidade nas paredes.

O Tijolo solo-cimento também chamado Tijolo Ecológico, por serem produzidos com menor impacto ao meio ambiente, é constituído por uma mistura de água, solo e um pouco de cimento em proporções tecnicamente estabelecidas e aprovadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e possuem comprovações certificadas em laboratório pelas Normas Brasileiras de Resistência à Compressão e da Absorção D’água (NBR 10836/94).

Os materiais regionais são priorizados na construção sustentável, pois reduzem o percurso de transporte e emissão de gás carbônico da queima do combustível e priorizam o desenvolvimento do comércio e a indústria regional.

A sua utilização, proporciona uma série de vantagens, além de estilo e beleza, sua estrutura de faces lisas e duplo encaixe oferecem à obra uma dinâmica de construção muito mais rápida e econômica. A produção é limpa e com menor quantidade de resíduos e entulho, uma vez que a estrutura de perfeito encaixe facilita os cálculos, reduz a quantidade de cortes, elimina a necessidade de pregos, arames e furos na parede pronta.

A técnica também reduz custos porque diminui o tempo de execução da obra e a quantidade de material. Por exemplo, exclui os gastos com reboco, ainda que permita a aplicação de azulejos e outros acabamentos. Por tudo isso, a utilização do tijolo ecológico implica em uma economia de até 40% no total da obra sem comprometer a qualidade e a beleza da construção.